Estar preso ao operacional da empresa é um dos principais obstáculos para o crescimento de qualquer negócio. Muitos empresários vivem apagando incêndios e resolvendo problemas que poderiam ser delegados. Esse passo é essencial para os negócios ganharem escala e aumentar faturamento. Para sair desse ciclo e assumir uma posição mais estratégica, é preciso mudar a mentalidade e implementar processos. A exemplo da liderança politica onde é necessário ter pessoas em posições estratégicas para mobilizar eleitores, parceiros políticos para buscar alianças e gestores internos que façam o gabinete andar enquanto o político esta fazendo relacionamento, executando ou legislando.
Operacional x Estratégico: entenda a diferença
Trabalho operacional envolve execução direta: responder e-mails, atender clientes, resolver falhas técnicas. Já o trabalho estratégico foca no direcionamento: planejar, analisar indicadores, desenvolver líderes e direcionar o crescimento. Na política, por exemplo, um vereador que atua só no atendimento diário da população deixa de pensar em projetos de lei estruturantes. No mundo corporativo, o empresário que faz tudo não tem tempo para escalar o negócio. Sair do operacional da empresa é dar um passo rumo à liderança efetiva.
O trabalho estratégico não é ficar à toa. As atividades do estratégico devem ser operacionalizadas também. Um fenômeno que acontece muito, são empresários ficarem receosos de sair do operacional por que não saberem o que fazer com o tempo livre e perderem o foco e produtividade.
Sair do operacional técnico para operacional estratégico, não deixa de ser uma troca de atividades da mesma intensidade. Você não trabalha menos, você trabalha diferente.
Fazem parte das atividades do operacional estratégico, traçar metas, planejar como chegar lá, fazer a gestão de pessoas que inclui modelos de contratação, demissão, treinamento e promoção. Fazer relacionamento e tomar decisões, fazem parte do operacional estratégico.
Esse trabalho exige competências e habilidades a serem desenvolvidas assim como os do operacional técnico.
Confiança nos colaboradores: eles podem fazer melhor
Um erro comum entre empresários e políticos é achar que ninguém faz melhor do que eles. Mas, ao permitir que colaboradores façam do seu jeito — com acompanhamento e clareza de metas —, os resultados surpreendem. Em vez de engessar o time, a liberdade com responsabilidade cria autonomia. Isso vale para assessores parlamentares e para equipes de vendas. O primeiro passo para sair do operacional da empresa é aceitar que há diferentes caminhos para alcançar o mesmo objetivo.
Nessa parte, a tomada de um caminho para sair do operacional é interno e relacionado com crenças erradas do próprio dono da empresa.
Delegar da forma certa
Delegar não é apenas distribuir tarefas. É transferir responsabilidade com clareza, ferramentas e autonomia. Um gabinete político eficiente tem assessores com funções bem definidas, metas claras e espaço para execução (o que é quase um milagre). O mesmo serve para empresas: processos documentados, alinhamentos frequentes e feedbacks construtivos garantem que o líder não precise refazer o trabalho da equipe. Delegar certo é essencial para deixar o operacional da empresa e se posicionar como líder estratégico.
O grande problema aqui é o viés de confirmação negativo. Quando o líder decide delegar sem preparo, ele sai de uma zona de conforto para uma zona de “medo”. Quando deveria ir para uma zona de aprendizado e estrar pronto para a desaceleração natural que isso traz.
Na zona de “medo” e sem técnica para delegar, as coisas vão sair diferentes do que ele está acostumado e isso vai soar como “erro”. Neste momento, o líder não vê como aprendizado e considera que não vai dar certo e confirma a crença de que delegar não funciona, travando o processo e trazendo os prejuízos que NÃO delegar traz.
Outra crença muito ruim é querer pegar apenas pessoas prontas. Existem pessoas prontas tecnicamente, porem todos os profissionais precisam ser treinados enquanto cultura interna. Se isso não acontece, o lado comportamental vai acabar atrapalhando e o bom trabalho técnico, e isso não se reverte em aumento de resultado. Sobe tecnicamente de um lado, mas desce o ambiente em comportamento do outro, equilibrando em soma zero essa equação.
Comunicação eficaz: o segredo da autonomia
Sem comunicação eficaz, delegar vira confusão. Empresários e políticos precisam desenvolver escuta ativa, clareza na fala e canais padronizados. Equipes desinformadas se perdem, geram retrabalho e dependem demais da liderança. Criar rotinas de alinhamento, registrar decisões e usar ferramentas de gestão visual ajudam a manter o time focado. Com isso, o líder sai do operacional da empresa e atua onde realmente faz diferença.
Comunicação eficaz, não é apenas se fazer entender (e isso é extremamente importante). A comunicação de um verdadeiro líder conta com linguagem corporal, conhecimento dos diferentes perfis de personalidade de seus colaboradores, técnicas de PNL, entendimento superficial de como funciona o cérebro e estruturas de mensagens para diferentes meios de comunicar.
Suavizar o ego: o verdadeiro desafio
Escutamos donos de empresa dizer: ..” mas o cliente só fecha se eu entregar!” Sem meias palavras: Esse discurso é para justificar um ego dependente que não esta preparado para sair dos “holofotes”.
No fundo esse líder ainda precisa do reconhecimento que a entrega gera e a sensação de poder e relevância.
Esse ego em descompasso traz consequências danosa para a escala do negocio ou do projeto político.
Uma mudança de crença é necessária se o objetivo é escalar para aumentar o faturamento. Dica: O que o cliente quer é resultado, use sua influencia com ele para transferir autoridade para os colaboradores.
Não dói nada e funciona.
Delegar exige confiança. E confiar exige humildade. Muitos líderes têm dificuldade em deixar de centralizar porque acreditam que isso é sinal de força — mas, na verdade, é um obstáculo à escala e à inovação. O verdadeiro líder é aquele que forma novos líderes. Abrir mão do controle excessivo não significa abdicar da liderança, mas sim fortalecer o coletivo. Seja no setor público ou privado, sair do operacional da empresa começa com uma mudança interna: menos ego, mais visão.
O coração agradece!
Para se aprofundar na diferença entre execução e liderança, leia este artigo da Harvard Business Review: What Sets Successful CEOs Apart.
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